Cristianismos e Teologia da Libertação

R$42,00

ISBN 978-85-66480-97-9

174 p.

Esta obra contém nove textos que considero importantes para mapear minha reflexão sobre a Teologia da Libertação. O primeiro texto, A teologia no tempo, é um texto que abre a discussão sublinhando a relevância salvífica da história e a atenção para a dimensão eterno no tempo. Desde o início da teologia da libertação essa consciência da unidade da história está presente como força dinâmica: “não há duas histórias justapostas, uma profana e outra sagrada, mas sim um único devir humano, assumido irreversivelmente por Cristo, Senhor da história” (G. Gutiérrez). O segundo texto, Teologia da libertação: eixos e desafios, nasceu de um seminário realizado em Porto Alegre, em 2005, onde se abordou o tema da atualidade da teologia da libertação. O terceiro texto, Os caminhos atuais e os novos desafios da teologia da libertação, é fruto de um número comemorativo da revista Nuevamerica, para os 40 anos desta teologia. O quarto texto, A teologia da libertação para além do inclusivismo, busca abordar a espinhosa questão da referência inclusivista na teologia da libertação e sua relação com a diversidade religiosa. O quinto texto, A espiritualidade na teologia da libertação, trata da espiritualidade libertadora, que acompanha todo o trajeto da teologia da libertação, desde o livro inaugural de Gustavo Gutiérrez, mas que ganha um lineamento singular a partir da década de 1980. O sexto texto, O desafio do pluralismo religioso para a teologia latino-americana, busca tratar os desafios do pluralismo religioso à teologia da libertação. O sétimo, O desafio das teologias índias, é um texto que visa apresentar de forma sintética a contribuição da teologia dos povos originários no contexto de uma teologia do pluralismo religioso. O oitavo texto, Comunidades eclesias de base e diálogo inter-religioso, aborda a temática da abertura inter-religiosa no X Intereclesial das CEBs, realizado em Ilhéus (BA) em julho de 2000. Finalmente, o último texto, O itinerário místico de Ernesto Cardenal, mostra os traços da presença espiritual desse poeta e místico nicaraguense, tão ligado à teologia da libertação, mas que foi mais reconhecido como um profeta e revolucionário.