Moradas de Deus, As: arquitetura de igrejas protestantes e pentecostais

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Este livro busca, nas expressões arquitetônicas dos templos protestantes e pentecostais, a natureza cambiante e efêmera do lugar sagrado tal como ele é entendido por essas duas vertentes do cristianismo. Numa cidade como São Paulo, os seus templos recentes são, quase sempre, adaptações de logradouros que serviam a outros fins em sua intenção primeira. Para esses cristãos, a sacralização desses espaços não é consequência de uma hierofania, mas, antes, da vontade, dos interesses e das possibilidades de cada comunidade. A arquitetura sempre expressou diferentes entendimentos a respeito de Deus e das coisas sagradas e o tipo de relação que se estabeleceu com elas. Os atuais templos pentecostais e protestantes também expressam uma compreensão do sagrado e da religião mesmo na ausência e no silêncio arquitetônicos.

A urbanização das grandes cidades obedece a critérios impessoais, obrigando e abrindo espaço para que o indivíduo se torne o sujeito referente para os sentidos que o caminhar na cidade demanda. Os espaços sagrados, nestas condições, perdem seus estatutos ontológicos e se tornam dependentes do olhar e da fala dos habitantes das grandes urbes. É assim que a subjetividade dos indivíduos se torna, de fato, o único lugar sagrado na modernidade.